Doentes crónicos

A ficha fala quando a pessoa não pode.

Hipertensão, diabetes ou alergia grave não cabem num BI. O Cartão SOS mostra ao socorrista o grupo sanguíneo, o aviso clínico curto e a quem ligar — em segundos, sem instalar nada.

O risco é o apagão de informação, não o diagnóstico

No desmaio ou na crise, quem chega não precisa da história clínica completa. Precisa de saber se há insulina, se a penicilina está fora de causa, e o telefone de quem conhece a pessoa. O Cartão SOS não substitui o médico de família nem o 116: entrega o mínimo que evita um erro nos primeiros minutos.

O que fica à vista — e o que fica atrás de PIN

À vista: nome, grupo sanguíneo, alergias graves, uma nota curta («diabetes», «asma», «hipertensão») e um ou dois contactos 24h. O resto — medicação detalhada, notas clínicas — pode exigir PIN, para o hospital, não para quem ajuda na rua. Não imprima o BI completo no cartão visível.

Onde levar o código todos os dias

Carteira, pulseira, cordão ou autocolante na capa do telemóvel. O ecrã de bloqueio é extra: se a pessoa cair, o aparelho pode bloquear ou partir. Quem vive com doença crónica deve testar a leitura com a câmara de outra pessoa, em casa, antes de precisar dela.

Família na mesma conta

Um filho ou cônjuge pode criar e actualizar o perfil. Se mudar a medicação ou o telefone, actualiza-se na conta — o QR impresso não fica desactualizado. Os alertas de leitura, se estiverem ligados, avisam a família; isso não dispensa ligar o 116.

Perguntas frequentes

Isto substitui o processo clínico do hospital?

Não. É a ficha de emergência para o primeiro contacto. O hospital continua a precisar da sua avaliação e dos exames.

Que alergias devem estar visíveis?

As que mudam o socorro: antibióticos, anti-inflamatórios, látex, alimentos que provocam reacção grave. O detalhe pode ficar protegido por PIN.

É pago?

Não. Criar a ficha e o QR é gratuito para o utente. O projeto mantém-se com doações e parcerias institucionais.

Ponha a ficha no bolso esta semana

Três minutos. O QR actualiza-se sozinho se mudar o telefone ou a nota clínica.